quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Raízes e poesias

Oiã lá minha gente o que agora eu vou contar
De onde é minha origem que vem lá do Ceará.
Terra Boa e bonita não é porque eu sou de lá,
Mais a minha riqueza mora nessas bandas lá.
Mesmo sendo pequena e parece um buraco
A minha cidadezinha tem os seus grandes impactos.
Com um nome bem estranho
Mais de origem africana

Com seu significado é o município de Mucambo.
Se você não conhece e nunca ouviu falar
Vou lhe dizer minha gente qual a metrópole de lá.
Conhecida também como a princesinha do Norte
Terra de grandes artistas como Didi mocó e Belquior.
Se você imaginou qual esse brilhante local
Parabéns se acertou que é o nosso querido Sobral. 

Os costumes da minha terra podem não parecer tanto
Mais uma gostosa buchada e panelada nós apreciamos com canto.
Tem aquele baião
Que fazemos com emoção,
Basta você provar que vai comer de montão.
A Sant’Ana a devoção, 
Vivida de Coração,
Mês de Julho você vá lá,
Nas minhas terras apreciar,
Essa grande devoção
Iniciada com precisão
Onde a Filha Conceição
Deu lugar pra sua mãe.
Se você não entendeu, vou lhe dizer mais detalhado
A disputa pra patrona daquela pequena cidade.
O vigário Joaquim junto com padre Domingos
Acenderam duas velas pra saber qual seria a patrona,
Um queria Conceição e o outro Santa’Ana,
Mais a vela que permaneceu foi a da querida Ana.
Assim veio o dizer “a filha deu lugar pra mãe”
E assim aconteceu essa grande decisão,
Pra Ana nossa homenagem, e a sua benção.

Já falei poco demais dos costumes do sertão
Então agora vou falar da minha construção.
Começando por meus avós do Legal e da Matilde
Meus avós paternos que tem muita historiasia,
Meu Avó Martinho Legal, de legal só tem o nome,
Mais o velho é arretado, criativo e aperreado
Construiu uma bicicleta, para andar em suas viagens
Mas ela era diferente, toda feita de galhos retaiados
Encontrados no mato de seu roçado.
A Maria Matilde que Saudade,
Dessa que já se foi,
Cuidou muito do seu veio, dos filhos e netos.
Agora com sua filha cuida lá do alto céus.


Agora vem o Gerardo e a Inácia,
Avós Maternos então,
Quando um fala uma coisa o outro vem e começa a confusão.
Meu Avó já brincou muito, hoje a sua diversão
É uma bodega pequena pra se distrair e curtir,
Uma conversa com seus vizinhos e amigos.
Ai lá vem a dona Inácia, com minha tia Aparecida
Ela é muito bem cuidada, só as duas se entende,
Ela é especial
Tem síndrome de Dawn
E é querida por todos.

Agora vem Seu Raimundo e dona Maria,
Esses são os meus pais que me deram a vida então.
Seu Raimundo Nonato é o mecânico de carro,
Lá em sua oficina, aprendi muito brincando,
E agora uma bicicleta eu desmonto e monto com encanto.
Da dona Maria Dasdores não tenho muito o que falar,
Deixou tudo por seus filhos
Os três que com grande amor fez se formar.
O mais velho é o Flávio que é fisioterapeuta,
Sempre firmes nos estudos, e em maio vai ser pai,
Casado com a Fablicia, mas o Filho será Osias,
Que veio por uma profecia, de uma tia da Fablicia.

O do meio é o Assistente social,
Criativo sem igual, 
Tem mão boa na cozinha,
Com seus bolos angelicais.
A mais nova e caçula,
É a Flavia bem danada,
Essa menina levada,
Que por Deus foi chamada.

Antes de ser chamada,
Em seu lar ela habitava
Com a família e amigos,
E seus livros e criações,
Quando criança então,
Não conhecia gráfica nem as construções,
Que a tecnologia nos traz,
Pra construir o que se faz
Com muita precisão.
Então foi nessa deixa, que aprendi a brincar e a enfeitar
Tudo se fazia poesia, 
Para suas fantasias, e no seu mundo borbulhar.

Com seus 12 anos então,
Conheceu o grupo da paixão
Que se tornou uma missão
Que perdurou por 10 anos,
E foi ali então 
Começou essa missão
De “evangelizar” mesmo pequena então.
Esse grupo veio pra ficar, em seu pequeno coração.
Tendo a missão da evangelização 
Das crianças e adolescentes do mundo sempre amigos serão,
Comecei como Criança, depois fui coordenadora mirim,
Mais por ai não fica então,
Dali a pouco me vejo só
Rodeada de novas criações.

Me tornei assessora e depois comunicadora
Da minha diocese então.
Executava com paixão a cada formação
E em cada encontro fazia a minha divulgação,
Do blog da diocese, que era cuidado com carinho
Para que todo mundo ouvisse
Tudo feito em seu caminho.
Mais antes de deixar, 
Tornei-me coordenadora das 13 paróquias então
Que compunha a região
Do vale do Coreaú.

Mais por causa de um grande Amor
Tive que deixar esse labor,
Pra me deixar ser conduzida com um grande sabor.
Mais antes de lhe falar
Vou também lhe contar
Sobre as Estórias da vida
Que com muita primazia
Aconteceram então.

Antes de deixar tudo, por causa de um grande amor,
Também tive minhas conquistas e estudos então,
Fiz morada em uma nova “casa” chamada graduação.
Com muita luta e batalha,
Formei com grande garra,
O que parecia impossível,
No dia se tornou incrível,
Mesmo não sendo fácil.
Para essa grande conquista, tive que me adaptar
Desde o levantar até o deitar,
Sai as 5:30 todos os dias e voltar as 23:10,
Muitas vezes quando chegava, ainda tinha que acampar,
Para poder terminar
Algum artigo então,
Que não podia esperar,
Pra não haver reprovação,
Nem mesmo uma recuperação.
Mais nesse tempo teve seus anjos,
Que me ajudaram de montão,
Comecei estagiar renumerado,
E meu chefe parecia um vozão
Que com muita dedicação, me liberava a sala
Para ficar após o almoço e descansar nas cadeiras jogada,
Mais também podia fazer as minhas impressões.
E com muita dedicação,
Apreciou com um grande coração
O que seria então, a minha última apresentação
Daquele que seria o trabalho de conclusão.
Aqui encerro então
Com muita precisão
Tudo aquilo que fazia
Antes de começar toda a minha via.

Agora começo o relato, do que parece um ato,
Aquele que em tudo me modificou.
Não lembro bem o dia,
Só lembro o que aconteceu,
Do meu desejo que despertou, mesmo ele já lá dentro
Ali mesmo aumentou.
O desejo de doação, já me pendurava então,
Mais no show do centenário
Lá das filhas de são Paulo,
Foi que começou a maior inquietação.
Duas músicas finais me chamaram atenção,
Sem temor e sem temer é o nome de uma canção

Vendo todas as irmãzinhas naquele palco então
Cantando e pulando com grande coração,
Aí me veio toda uma emoção.
Comecei a pesquisar, para poder me encontrar,
Mais a busca parou ali,
Quando cheguei a descobri que o mais próximo ne mim
Eu não poderia ir.
Passa se dias e meses então, 
Veio de novo a inquietação
De procurar mais um pouco daquelas
Que me pareciam velas
Aquelas bem acessas para a missão.
Mais uma vez a distância, me fez repensar e guardar
Aquilo que mexeu no coração.

Outros dias se passam, e um filme então
Me agarra toda a atenção.
Uma vida pelo evangelho de tecla a cofundadora
Daquela jovem congregação.
Aí iniciou novas pesquisas que mais uma vez foram guardadas
No mais íntimo da alma.
Mais aquela inquietação, não parava então,
Mas foi numa quarta vez que veio com emoção

“Busca o que tu gosta, a comunicação”
Isso veio minha gente em uma oração.
Ai não pude mais guardar, mesmo sendo distante
Comecei me comunicar,
Mandei mensagem pela pagina
Da livraria então,
E a irmã que me respondeu passou logo pra outra
A que por 2 anos e meio me acompanhou então,
Passando assim pra outra que finalizou a missão.
E assim o meu caminho, foram quase 3 anos,
Após concluir a faculdade, estava bem animada pro ingresso então,
O dia 15 de março do ano de 2019 me marcou de montão,
Na cidade de Belém, para começar de Belém...
E depois mudar pro meu nordestão
Assim concluindo essa história, que por aqui não termina,
Já caminhei um pouco, e cada caminho me ensina
Que a cada experiência, nós devemos aprender.
Mesmo que as vezes possa não entender,
Ou até compreender
Tudo quanto começou.
Agora digo bem animada,
Talvez você não vá entender
Que o “Avante” daquela música
Faz as suas ligações com o levanta-te minha amada,
E me fez se mover na busca de um amor maior.
E tudo isso por causa
De uma simples canção,
Aquela que fez balançar
Meu pequeno coração.

Maria Flavia Damasceno 
16/02/2021

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