terça-feira, 15 de março de 2011

Titanic

Em 2012 completará cem anos após o naufrágio
 histórico do navio Titanic...
 
Meu coração vai continuar...

 Todas as noites nos meus sonhos eu vejo você, sinto você.
É assim que eu sei que você segue em frente
Longe toda a distância e espaços entre nós
Você veio me mostrar que continuará.

Perto, longe, onde quer que você esteja.
Creio que o coração segue em frente
Uma vez mais, você abre a porta
E você está aqui, no meu coração.
E o meu coração continuará e continuará

O amor pode nos tocar uma vez e durar uma vida.
E nunca nos abandonar até termos partido.
Amor foi quando eu amei você, um momento verdadeiro a qual me seguro
Em minha vida nós sempre seguiremos em frente

Perto, longe, onde quer que você esteja
Creio que o coração segue em frente
Uma vez mais, você abre a porta
E você está aqui, no meu coração.
E o meu coração continuará e continuará.

Você está aqui, não há nada que eu temo
E eu sei que meu coração seguirá em frente
Ficaremos para sempre dessa forma
Você está seguro em meu coração
E meu coração continuará e continuará
 

My Heart Will Go On...

Every night in my dreams I see you, I feel you.
That is how I know you go on.
Far across the distance and spaces between us
You have come to show you go on.

Near, far, wherever you are.
I believe that the heart does go on.
Once more, you open the door
And you're here in my heart.
And my heart will go on and on.

Love can touch us one time and last for a lifetime.
And never let go till we're gone.
Love was when I loved you, one true time I hold to
In my life we'll always go on.

Near, far, wherever you are.
I believe that the heart does go on.
Once more, you open the door
And you're here in my heart.
And my heart will go on and on.

 You're here, there's nothing I fear.
And I know that my heart will go on.
We'll stay forever this way.
You are safe in my heart.
And my heart will go on and on.

HISTORIA E NAUFRÁGIO DO NAVIO TITANIC

você busca uma visão geral mais sucinta do que os 194 minutos da película de James Cameron, o autor Joseph Conrad é bem objetivo: "Sabemos o que aconteceu. O navio raspou sua lateral em uma placa de gelo e afundou após ficar à deriva por duas horas e meia, levando consigo muitas pessoas ao submergir...
  • É, de fato, simples assim. Mas quando você inclui como fatores o total de mortos (cerca de 1.513), o óbvio nas tentativas de salvar vidas (123 passageiros da primeira classe e cerca de 527 passageiros da terceira classe morreram), e o fato de que o acidente poderia muito bem ter sido evitado se a tripulação tivesse dado ouvidos aos avisos de outras embarcações sobre o gelo, poderá entender porque o mundo não ficou apenas sentido com as manchetes, mas também ultrajado...  O Titanic foi concebido em um jantar informal em 1907. J. Bruce Ismay, filho de Thomas Ismay (que havia fundado a empresa White Star Line de navios oceânicos baseado no princípio de que as pessoas viajariam mais de navio se as embarcações fossem suficientemente luxuosas) e Lorde Pirrie, presidente dos estaleiros Harland e Wolff, de Dublin, não conseguiam parar de falar sobre o Mauritanea e o  Lusitana, as novas embarcações da Cunard Line. Ismay e Pirrie sabiam que poderiam criar navios maiores e melhores. No fim da noite, eles haviam imaginado um trio de gigantes: o Gigantic (posteriormente renomeado como Brittanic), o Olympic e o Titanic. Esses navios seriam luxuosos, velozes e seguros.Como veremos eles erraram em apenas um ponto.
A construção e os componentes do Titanic
O triunvirato de gigantes da White Star Line incluía o Gigantic, o Olympic e o Titanic. Esses Navios partilhavam um projeto e um tema em comum: a grandeza. J. Bruce Ismay e Lorde Pirrie estimavam que eles teriam cerca de uma vez e meia o tamanho dos maiores navios da Cunard Line. Os primeiros esboços dos navios de Ismay e Pirrie incluíam dois mastros e quatro chaminés - os navios só precisariam de três para funcionar, mas a quarta foi adicionada para deixar o visual simétrico e mais tarde foi reutilizada como um sistema de ventilação. Alexander Montgomery Carlisle foi designado como projetista principal do empreendimento, um cargo que posteriormente foi transferido a Thomas Andrews, o sobrinho de Pirrie. 
Para construir um navio seguro, com 268,8 m de comprimento, 28,2 m de largura e um peso líquido de quase 41.000 toneladas, algumas técnicas e materiais inovadores para a construção de navios foram necessários . A empresa de construção de navios de John Brown forneceu a Ismay e Pirrie o aço e as turbinas. A turbina de Parson foi um desenvolvimento essencial para o processo de construção - ela era ativada pela saída de vapor produzido pelos dois motores de movimento recíproco do navio, que tinham quase quatro andares de altura. Esse arranjo, em combinação com duas hélices de três pás medindo 7,2 m de diâmetro cada e uma hélice de quatro pás com 5,2 m de diâmetro, localizado próximo ao leme do navio, produziam  Potência suficiente para alcançar velocidades de até 24 nós (27,6 milhas terrestres por hora/44,4 km/h) 
  • Os navios exigiam uma imensa quantidade de força, e esses compartimentos de usinas eram localizado no casco dos navios. Uma sala de turbina, uma sala de máquinas, seis salas de caldeiras, 11 compartimentos e salas para equipamentos de aquecimento e  refrigeraçõão eram separados poranteparos - divisórias reforçadas. Outra inovação a bordo dos navios eram as portas à prova de água que poderiam ser baixadas automaticamente ou por meio de controles manuais. A teoria de Thomas Andrews a respeito dessas portas à prova de água era de que elas poderiam isolar os compartimentos inundados em caso de emergência. Ele projetou os navios para permanecerem flutuando com dois dos 16 compartimentos inundados; o navio conseguiria navegar até mesmo com três ou quatro compartimentos cheios de Água. Acima do maquinário, no casco, os conveses denominados de A até F continham de tudo, desde cabines e salões de jantar até banhos turcos.
  • Porém, essa "grandiosidade" toda gerava um problema e tanto: nenhuma área de construção ou ponto de saída poderia acomodar os navios. Por isso, antes dos navios poderem ser construídos, foi necessário construir a Doca da White Star e o Grande Estrado. O Grande Estrado era composto por uma série de 10 guindastes que podiam erguer os funcionários e materiais para o convés em que eles haviam sido escalados para trabalhar. O Olympic foi o primeiro a ser construído, e foi concluído em 1911, enquanto o Titanic foi concluído em 1912, graças aos esforços de 11 mil homens.A seguir, daremos uma olhada na estrutura e no design interior do Titanic.
  • O projeto do Titanic
  • Na época em que o Titanic foi concluído, em 1912, o preço do navio girava em torno dos 7,5 milhões de dólares. O navio refletia os objetivos de Ismay e Pirrie, quanto a um navio luxuoso, veloz e seguro. Conceitualmente, o Titanic não era muito diferente dos navios de cruzeiro modernos. Porém, no começo do século 20, os confortos e amenidades deste navio oceânico eram diferentes de qualquer coisa que os viajantes já tivessem visto antes. Ele era mais parecido com um hotel de luxo flutuante do que com um navio, e os projetistas do Titanic esforçaram-se ao máximo em esconder ou disfarçar os equipamentos e a carga. Até mesmo os botes salva-vidas eram considerados agressivos à estética do convés, e por isso apenas 16 deles foram carregados, juntamente com quatro botes infláveis (mais tarde, isso se provaria um erro fatal).Do alto até a base, a estrutura do navio era a seguinte:
      Convés dos Botes - continha a Ponte de Comando, de onde o navio era controlado, o ginásio e o amplo convés com piso em pinho.
  • Convés de Passeio (Convés A) - incluía as duas escadarias da primeira classe (posicionadas entre as quatro enormes chaminés), sala de leitura/escrita, saguão, salão de fumo exclusivo para homens da primeira classe e o Verandah Cafe Palm Court (uma área interna projetada para parecer com um pátio externo).
Convés da Ponte (Convés B) - incluía cabines/suítes da primeira classe, um restaurante à la carte e o Cafe Parisien, o salão de fumo exclusivo para homens da segunda classe e o convés da popa para a terceira classe (um convés semelhante a uma plataforma, onde os passageiros da terceira classe passeavam e jogavam em meio a grandes equipamentos de carga).
Convés de Abrigo (Convés C) - local do escritório do comissário, salão de fumo da terceira classe e a biblioteca/saguão da segunda classe.
  Convés Social (Convés D) - sala de recepção da primeira classe, salão de jantar da primeira classe (posicionado estrategicamente entre a segunda e a terceira chaminés para assegurar o mínimo de ruído e movimentação que pudessem perturbar jantares elegantes), galerias da primeira e segunda classes e o salão de jantar da segunda classe.
         Convés Superior (Convés E) - continha cabines da segunda e terceira classes
Convés Intermediário (Convés F) - local do salão de jantar da terceira classe e dos banhos turcos (uma sala quente e seca com banheiras e chuveiros elétricos e banheiras de água para imersão).
Convés Inferior/Bailéu - incluía as quadras de squash; agência de correio; carpintaria, encanadores e oficinas elétricas; e salas "refrigeradas" resfriadas por uma série de tubos de cobre com quilômetros de extensão, onde os alimentos e outros produtos perecíveis eram estocados. (Bailéu é apenas um termo sofisticado para os conveses inferiores em navios com pelo menos quatro conveses). 
    A parte superior dos tanques de fundo duplo abrigava as salas de caldeiras e de máquinas
A época exigiu muito do projeto do navio; o estilo edwardiano corria desenfreado com toques georgianos e influências de Luís XV. Havia uma leveza semelhante ao ar em grande parte da decoração do navio - móveis de vime nas áreas de jantares casuais, tecidos em sutis tons pastéis, palmeiras e outras plantas verdejantes em vasos, papel de parede de cereja com motivos florais ou listrados, e muitos acessórios de vidro e iluminação reforçados com ferro. O Titanic estava em alta em todas as conversas, e milhares de pessoas buscavam fazer parte de sua viagem inaugural. O navio podia transportar 2.599 passageiros (mais 903 oficiais e membros da tripulação), e 2.208 passageiros estavam a bordo quando ele zarpou para Nova York. Como já percebemos na descrição dos diversos níveis do navio, a classe era uma distinção importante a bordo do Titanic. A seguir, daremos uma olhada mais próxima nos passageiros e na tripulação do Titanic.
Os passageiros e a tripulação do Titanic
Os projetistas do Titanic tinham discernimento e praticidade, mas eles também tomaram muito cuidado para garantir que todos, desde os passageiros bem de vida até os viajantes mais pobres próximos à casa de máquinas tivessem uma experiência marcante. Eles sabiam que muitos dos passageiros da terceira classe estavam  imigrando para os Estados Unidos,  e queriam que a travessia fosse um momento memorável que desse a essas pessoas uma sensação de esperança quanto ao que estava por vir em suas novas vidas . Para esse fim, até mesmo as salas da terceira classe eram privadas e fechadas - um mínimo de luxo por si só. 
Elegantemente atrasados Na manhã de 10 de abril, quando os passageiros embarcaram no Titanic em Southampton, os viajantes da segunda e terceira classe entraram por volta das 9h30 da manhã. Já os passageiros da primeira classe não embarcaram antes das 11h30 da manhã, menos de uma hora antes da partida. Uma orquestra foi organizada para acompanhar o embarque.

O navio zarpou de seu ponto de lançamento em Belfast para Southampton, Inglaterra, em 3 de abril de 1911. O Titanic pegou seus passageiros em Southampton, e então seguiu para Cherbourg, França,e Queenstown Irlanda, para recolher o resto. No total, havia 2.208 passageiros e 899 oficiais e membros da tripulação. Entre esses passageiros, 329 eram viajantes da primeira classe, 285 da segunda e 710 da terceira . A primeira classe consistia principalmente de ricos industriais e suas famílias, entre eles John Jacob Astor IV e até mesmo J.P. Morgan - que foi obrigado a cancelar sua passagem devido a conflitos de negócios. Entre os passageiros da segunda classe estavam homens de negócios e membros do clero (até mesmo um professor e um chofer estavam registrados como viajantes da segunda classe). A terceira classe, ou porão , consistia principalmente de imigrantes europeus.
Existem algumas discrepâncias nos registros de passageiros, devido às viagens canceladas, transferências para outros navios e pelo fato de alguns passageiros e membros da tripulação terem sido simplesmente deixados para trás. Alguns dos passageiros trocaram ou venderam seus bilhetes de embarque, e os nomes dos passageiros alternativos não chegaram a ser registrados. As hoje lendárias histórias de pessoas como os três irmãos Slade, que depois de embriagarem-se nos pubs de Southampton tiveram seus direitos de embarque negados, ou a Sra. Edward W. Bill, que se recusou a embarcar após um pesadelo em que o Titanic afundava, inspiraram a criação de um clube "Simplesmente Perdi" . De acordo com um relato de abril de 1912 no Milwaukee Journal, cerca de 6 mil foram providencialmente salvas do desastre do Titanic após perder o embarque ou mudar seus planos de viagem. O fato de que o navio podia acomodar apenas cerca de 2.500 passageiros mostra que algumas dessas histórias de pessoas que perderam o embarque não são muito confiáveis.
Mas aqueles que embarcaram no Titanic o fizeram a um alto custo. As passagens da primeira classe custavam entre US$ 2.500 e US$ 4.500 (que em valores do mercado atual significam entre US$ 43.860 e US$ 78.950); as passagens da terceira classe podiam ser obtidas por cerca de US$ 35 (US$ 620 atuais).  Se você estivesse disposto a gastar pra valer, poderia conseguir um quarto particular e banheiros semi-particulares.

As acomodações da terceira classe eram relativamente luxuosas, com instalação de esgotos sofisticada (mesmo que houvesse apenas duas banheiras para serem partilhadas entre 700 passageiros da terceira classe) e colchões de verdade, em vez de catres de madeira com montes de palha para se deitar, como costumava ser em outros navios. Os aposentos da terceira classe acomodavam até quatro pessoas, e na maioria dos casos, as acomodações eram partilhadas entre estranhos. Nesses aposentos, as vibrações dos enormes e massivos Motores do navio podiam ser sentidas e ouvidas.
Fora esses incômodos, a tripulação do Titanic trabalhava duro para garantir que todos tivessem uma viagem confortável. Além da banda e dos membros no convés e nos departamentos de máquinas e abastecimento (culinária) havia o capitão do navio, Edward John Smith, e Thomas Andrews, o projetista principal do navio. Apesar do registro de navegação destacado de Smith e do navio supostamente inafundável de Andrews, a viagem inaugural do Titanic estava condenada.
Uma viagem malfadada - enganos realmente titânicos
O tamanho do Titanic acendeu um debate acalorado. Alguns diziam que um navio daquele tamanho não poderia ser seguro; outros diziam que um navio tão grande quanto o Titanic seria praticamente impenetrável.
Mas havia muitos problemas com a grandeza geral do Titanic. Para começar, o Conselho de Comércio não tinha regras de segurança em vigor para um navio daquele tamanho. De acordo com a Lei da Marinha Mercante de 1894, promulgada pelo conselho, a quantidade de botes salva-vidas necessários a bordo de um navio deveria ser em proporção direta da tonelagem bruta da embarcação. Mas o cálculo presente na lei só chegava até um navio de 10 mil toneladas, que deveria carregar 16 botes salva-vidas. O Titanic, que excedia esse valor por cerca de 35 mil toneladas, carregava exatamente 16 botes.
Outros grandes problemas? O Titanic passou por cerca de apenas seis ou sete horas sendo testado. Durante esse período, o raio de manobra e os equipamentos do navio foram observados, porém o Titanic nunca foi acelerado até sua velocidade máxima. E além disso, os testes de emergência exigiam que alguns membros da tripulação praticassem o lançamento dos botes salva-vidas, mas eles lançaram apenas dois dentre os dezesseis, chegando a uma estimativa não exata do tempo necessário para os procedimentos de evacuação. Um motivo para esses testes e treinamentos abreviados pode ter sido o fato da tripulação completa ainda nem ter embarcado - muitos não haviam embarcado até poucas horas antes do Titanic partir de Southampton, e a maioria da tripulação não havia recebido tarefas ou cargos oficiais até aproximarem-se de Cherbourg no dia seguinte.
O navio também tinha poucos suprimentos de segurança. Como já vimos, havia muito poucos botes salva-vidas, e além disso, também faltavam binóculos e luzes de busca para a tripulação. E embora o sistema Marconide telégrafo sem fio a bordo do Titanic fosse inovador, ele era provavelmente inovador demais para ser eficiente: Ainda não havia muitas pessoas que soubessem enviar e receber mensagens pelo sistema Marconi.
O Titanic também era uma ameaça involuntária. As águas agitadas deixadas no rastro do navio eram suficientemente violentas para sugar um navio a vapor de menor porte, o New York, para a sua hélice. O Titanic saiu desse acidente sem um arranhão, mas o New York não teve tanta sorte - suas amarras foram praticamente rasgadas e tiveram de ser recuperadas. Enquanto isso, sem que muitos dos passageiros a bordo sequer suspeitassem, o Titanic de fato esteve em chamas em um de seus depósitos de carvão. O fogo não foi suficiente para deter o navio gigante; o Titanic continuou navegando, e o fogo acabou se extinguindo. (Ainda bem, pois o Titanic precisava de todo o carvão que estava armazenado a bordo. O navio exigia quase 600 toneladas, algo em torno de 544 toneladas métricas por dia para funcionar).
A viagem inaugural de travessia do Atlântico deveria ter sido postergada devido a esses incidentes? Talvez. Mas o capitão, a tripulação e os passageiros igualmente colocavam sua confiança na gigantesca embarcação. A força bruta e o tamanho do barco poderiam evitar qualquer desastre, e isso poderia explicar o motivo do Capitão Smith não ter dado atenção aos avisos que ele recebeu sobre o gelo, na noite de 14 de abril de 1912, e em vez disso ter seguido em frente - à toda velocidade - chegando a impressionantes 22,5 nós.
A colisão do Titanic com o iceberg
A noite de 14 de abril de 1912, o terceiro dia da viagem inaugural do Titanic, foi extremamente fria - a temperatura da água estava por volta de -2.2°C. Por volta da tarde daquele dia, os operadores de telégrafo do Titanic receberam a primeira de pelo menos quatro mensagens cautelares sobre grandes formações de gelo adiante. Uma segunda mensagem chegou às 17h35 de um navio que relatou trêsIcebergs a apenas cerca de 30 km ao norte do trajeto do Titanic. E apenas uma hora antes da colisão do Titanic, às 23h40, uma embarcação chamada Californian comunicou ao Titanic, "Estamos presos e cercados por gelo." A resposta do Titanic? "Cale-se. Estou ocupado. Estou falando com Cabo Race"
Qualquer que fosse a conversa que o operador do Titanic estava mantendo com Cabo Race, não podia ter sido mais urgente do que o aviso do Californian. Ainda assim, a ameaça de gelo foi ignorada. Não foi apenas o operador que deixou de dar atenção ao perigo (embora o operador de telégrafo do Californian tenha posteriormente dito que ouviu o homem "tirar os fones de ouvido e dar meia volta") - o ilustre capitão também não deu atenção. O capitão Smith não estava preocupado com icebergs. Afinal, o Titanic era um leviatã de aço. Sua preocupação era esmagar os recordes de velocidade estabelecidos por outros navios a vapor. Ele disse a um oficial chamado Lightoller, que estava na Ponte de Comando, que se a noite ficasse muito enevoada, ele deveria ser alertado imediatamente e reduzir a velocidade do navio.  
O iceberg Os cientistas não sabem ao certo o quão grande era o iceberg, mas as estimativas o enquadram entre aproximadamente 15 e 30 m de altura e entre 60 e 12 m de comprimento. Pode ter sido apenas um dos muitos icebergs posicionados na latitude 41 graus e 46 minutos Norte e longitude 50 graus e 14 minutos Oeste - cerca de 13 milhas náuticas (24 km) de distância do local onde as ruínas do Titanic jazem abaixo da superfície do Oceano Atlântico Norte 
Mas a noite estava limpa, e o Titanic seguiu acelerando. Frederick Fleet e Reginald Lee estavam no posto de observação. Fleet estava perto de terminar o seu turno quando viu o iceberg previsto. Eles soaram o alarme e chamaram a ponte. Passaram-se 37 segundos antes que o Primeiro Oficial William M. Murdoch desligasse todos os motores, baixasse as portas à prova de água nos compartimentos inferiores e manobrasse o navio de forma que o iceberg batesse na lateral . Murdoch reagiu tão bem quanto ele poderia diante do perigo, porém, o Titanic não tinha tempo suficiente para fazer uma parada completa ou desviar-se do iceberg. Para parar o navio seriam necessários cerca de 800 m. E o iceberg estava parado ameaçadoramente a cerca de meros 274 m do navio.
Durante alguns minutos, parecia que a manobra havia funcionado. Olhando da superfície, parecia que o navio tinha se desviado do iceberg, mas por baixo, um fragmento de gelo havia rasgado um buraco no casco do Titanic. Se o navio balançou, deve ter sido um balanço sutil que passou despercebido ou foi confundido com o barulho do maquinário. Quando Thomas Andrews e o Capitão Smith verificaram os danos resultantes da inundação, consideraram que o buraco deveria ter cerca de 90 m. Na verdade, o rasgo era bem modesto - seis pequenas lacerações medindo cerca de 1 metro quadrado.
Mas a navegação apressada de Murdoch havia manobrado o navio de sua posição mais resistente contra impactos para a mais vulnerável, onde até mesmo a menor farpa causou resultados catastróficos. Andrews observou preocupadamente que cinco dos compartimentos do navio já haviam começado a inundar-se, e fez o sombrio anúncio de que o navio afundaria - não havia dúvidas quanto a isso. Ele previu que eles tinham por volta de uma hora ou uma hora e meia antes que o gigante deslizasse para as profundezas do Atlântico.
 O MAIOR NAUFRAGIO DE NAVIO DO MUNDO 
O MAIOR NAVIO...

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